sábado, 18 de dezembro de 2010

Boas Festas!!!

Que neste Natal
Aquela magia toda guardada durante todo o ano
Venha presente nos corações daqueles que festejam o amor.

Que não apenas seja uma comemoração,
Mas um início para uma nova geração.

O Natal simboliza nova vida,
Pois nele comemoramos o nascimento do Homem
Que modificou a nossa maneira de ver o mundo.
Trazendo-nos amor e esperança.

Que neste natal sejam confraternizados todos os desejos
De um mundo melhor.

Que todos estabeleçam um novo vigor de humanidade.
E que nada seja mais forte do que a união
Daqueles que brindam o afeto entre eles.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!

Mensagem de Feliz Natal com música do Roupa Nova

Mensagem de Feliz Natal com música do Roupa Nova

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chimarrão!...

O mate, ou chimarrão não é uma bebida.
Bueno, sim, pois é um líquido e entra pela boca, porém não é uma bebida.
No Rio Grande do Sul e nos países cisplatinos, ninguém toma mate porque tem sede.
É mais um costume, como coçar-se.
O mate faz exatamente o contrário da televisão: te faz conversar se estás com alguém e te faz pensar quando estás solito.
O mate ou chimarrão é feito com a erva mate, a qual é encontrada principalmente no sul do Brasil e norte da Argentina.
É uma bebida genuinamente nativa, sendo o mais antigo e tradicional dos hábitos gauchescos.
É um legado dos índios Guaranis e esse costume foi fortalecido e expandido pelos espanhóis e jesuítas.
Quando chega alguém na tua casa, a primeira frase é “buenas” e a segunda é: vamos matear?
Isto se passa em todas as casas, seja de rico ou de pobre.
Passa entre mulheres e homens, velhos ou jovens.
É a única bebida compartilhada entre pais e filhos sem discussão e onde ninguém “enche a cara”. Chimangos ou maragatos, gremistas ou colorados cevam mate sem entreveros. No inverno ou no verão
É a única coisa em que nos parecemos vítimas e carrascos; bons e maus.
Quando tens um filho, começas a dar mate quando ele te pede.
Se o dá morno com algum açúcar, se sentem grandes.
E tu sentes um orgulho enorme quando um piazito teu começa a chupar o mate, parece que o coração te sai do corpo.
Depois com os anos, eles elegem se o tomam amargo ou doce, muito quente ou tererê, com casca de laranja ou limão ou ainda com alguma planta medicinal misturada à erva.
Quando conheces alguém e não tens confiança, ao convidá-lo para um mate perguntas:
-Doce ou amargo?
E se o outro responde:
-Como tu tomas
É um bom sinal.
Nas casas do Rio Grande do Sul sempre há erva mate.
A erva é a única que há sempre, com inflação, com fome, com militares, com democracia, com “mensalões”, ou com quaisquer de nossas pestes e maldições eternas. E se um dia não houver, um vizinho têm e te dá, pois a erva não se nega a ninguém.
O Rio Grande do Sul é um dos poucos lugares do mundo onde a transformação de uma criança para um homem ocorre num dia em particular.
Esse dia não é o dia em começastes a fumar, ou usar calças, ou quando fizestes circuncisão, ou entrasse para a universidade ou começou a viver longe dos pais.
Começamos a ser grandes no dia que temos a necessidade de tomar, pela primeira vez, um mate solito.
Não é casualidade. No dia que uma criança põe a chaleira no fogo e toma seu primeiro mate sem que haja nada em casa, nesse minuto é que descobre que tem alma.
Ou está morto de medo, ou está morto de amor, ou algo: porém não é um dia qualquer.
Poucos são os que se recordam desse dia, mas em todos há uma revolução por dentro a partir desse dia.
O simples mate é nada mais nada menos que uma demonstração de valores.
É a solidariedade de bancar o mate lavado porque a charla é boa. A charla, não o mate.
É o respeito pelos tempos para falar e escutar, tu falas enquanto o outro toma, até que num momento dizes:
-Basta, troca a erva !
É a obrigação de dizer obrigado ao menos uma vez ao dia.
É a atitude ética, franca e leal de encontrar-se sem maiores pretensões, de compartilhar.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Conta pra mim!...

Conta pra mim de onde a gente se conhece...

De onde vem a sensação de que sempre esteve aqui, quando eu sei que não estava.

Conta por que nada do que diz sobre tu mesmo me parece novidade, como se eu estivesse lá, nos lugares que relembra, quando eu sei que não estive.

Conta onde nasce essa familiaridade toda com os teus olhos.

Onde nasce a facilidade para ouvir a música de cada um dos seus sorrisos.

Conta de onde vem a intuição da tua existência tanto tempo antes de nos encontrarmos.
Conta pra mim de onde a gente se conhece.

De onde vem o sentimento de que a tua história, absolutamente nova, é como um livro que releio aos poucos e, ao longo das páginas, apenas recordo trechos que esqueci.

Conta de onde vem a sensação de que nos conhecemos muito mais do que imaginamos.

De que ouvimos muito além do que dizemos.

De que as palavras, às vezes, são até desnecessárias.

Conta de onde vem essa vontade que parece tão antiga de que os pássaros cantem perto da tua janela quando acorda a cada manhã.

De onde vem essa prece que repito a cada noite, como se a fizesse desde sempre, para que todo final do dia tu possa dormir em paz.

De onde vem essa repentina admiração tão perene.

De onde vem o sentimento de que nossas almas dialogavam muito antes dos nossos olhos se tocarem.

Conta por que tudo o que é precioso no teu mundo me parece que já era também no meu.

De onde vem esse bem-querer assim tão fácil, assim tão lindo, assim tão puro.

Conta de onde vem essa certeza de que, de alguma maneira, a minha vida e a sua seguirão próximas, como eu sinto que nunca deixaram de estar...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por amar demais!...

Por amar demais
Perdi a noção do certo e do errado
Deixei meus sonhos guardados.
Fantasiei momentos que nem
Cheguei a viver...
Escrevi poemas que desejei
enredos do meu amor.
Mas esqueci como o amor deve ser.

Sem lágrimas, lamentos
Pesadelos... Solidão.
Esqueci que o amor deve dar paz
Ter gosto de beijo toda manhã
Ter corpo e desejo a qualquer hora
Deve ser ousado e apaixonado
Não deve ser poesia vã
Ele deve gritar... Mas apenas de prazer
E felicidade.

Deve inspirar poemas de verdades
Deve fazer chorar... De tanto fazer rir
Deve completar um ao outro
Sem jamais ferir
E de dois fazer um
Únicos,
Apenas únicos.

(Sirlei L. Passolongo)

domingo, 15 de agosto de 2010

A despedida!...


Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros

domingo, 2 de maio de 2010

Meus amigos!...

"Amizades são coisas frágeis, e requerem muito mais cuidado que todas as outras coisas frágeis que existem." (Randolph S. Bourne)
Meus amigos!...
Ando bem ausente dos Blogs, independente de minha vontade...
Logo retornarei e vou visitá-los!...
Um beijo grande a todos!...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um bebê!...

Meu sobrinho Otávio... 10 meses!


"Não há nada como um bebê recém-nascido para renovar seu espírito - e para reforçar sua decisão de tornar o mundo um lugar melhor."
Virgínia Kelley

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Rosas amarelas!...

Sempre gostei de rosas amarelas. Elas me trazem uma sensação de paz. Sinto que vem a tona o melhor de mim quando as tioco levemente e o veludo de suas pétalas me acaricia os dedos.
minha imaginação voa livre e me torno cativa de seus encantos.
Uma rosa amarela me faz ter vontade de prende-la nos cabelos e sair rodopiando debaixo da chuva. dançar e cantar como um Fred Astaire de saias e sentir pingos cor de prata purificando meu corpo e minha alma; me faz querer a sensação de um batismo restaurador e mergulhar inteira nesse abraço da natureza.
Com uma rosa amarela entre os dentes, me vejo saindo para o terraço em madrugadas de lua cheia, deslizando, enamorada, a ouvir imaginárias melodias.
Meu corpo se tinge de prata, e eu, lânguida, exalo o perfume dos jasmins, que se enroscam na sacada, feito abraço do meu amado.

Dorcila Garcia

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O que restou do final do ano!...


Hoje pela manhã, resolvi ir caminhar um pouco.
Vesti uma roupa apropriada, prendi meu cabelo no topo da cabeça, peguei meu óculos de sol e uma garrafa de água.
Ver o sol se abrindo na primeira segunda-feira do ano me deixou contente. Parecia-me que cada raio que surgia era um bom dia alegre que ele me desejava.
Sai do parque e comecei a caminhar pelo bairro.
Tudo que pude encontrar na maioria das ruas por onde passava foram os restos do Ano Novo.
O que restou no meio fiu eram os copos plásticos e restos de qualquer coisa.
O que restou no meio da rua eram cacos de vidro enormes, verdes, amarelos, vermelhos, brancos.
O que restou nas calçadas eram tampinhas de cydra, champagne e qualquer outra bebida.
O sol da segunda-feira nos dá os raios brilhantes dele. E nós damos a ele a nossa sujeira pra ele iluminar.

..
Daiane Lopes

Foto Internet