sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sem ti na madrugada!...

Sempre quando a madrugada chega
me entristeço.
Porque longe de ti estou.
Não ouço sua voz,
see perfume não me entra nas
narinas.
Teu cabelo não se embaraça
em meu rosto.
Teu colo, seu calor não sinto.
Ó coisa cruel isso.
O frio subindo devagar e instalando
em meu coração.
Até que o amanhã chegue
e eu esteja de novo contigo amor.
Esse desejo, essa cumplicidade
que alegra meus dias,
entristece minhas noites,
sem ti.
Quisera ser o vento
a entrar devagarinho na fresta de sua janela
e suavemente te fazer levitar
para junto de mim.

(Carlos Almo - 29 de julho de 2011)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando um não quer, dois não podem ser felizes!...



Para quem está de fora, é bem mais fácil perceber quando alguém está insistindo numa história que, muito provavelmente, não tem futuro. Mas para quem está envolvido diretamente nesta tal história, tentando simplesmente ser feliz no amor, parece que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Afinal, quase sempre o outro dá alguns sinais. Em geral, não são exatamente sinais verdes, mas amarelos, com certeza. Ou seja, deixa brechas que fazem com que a pessoa se encha de esperança, crie expectativas e fortaleça a ideia de que, quem sabe, talvez, se persistir mais um pouquinho, dê certo e engatem um encontro de verdade.

Acontece que, entre uma esperança e outra, sempre vem duas ou três frustrações, mais furos, mais desencontros, menos sintonia. E assim segue o ritmo desgastante e doloroso que só não vê quem não quer: quando um não está disponível, dois não podem viver uma história de amor!

Se você se identifica com algo parecido, se tem se sentido derrapando na estrada que acredita que o levará ao encontro da tão desejada felicidade, lembre-se do sábio dito popular: para um bom entendedor, meia palavra basta. Isto é, pare de dar murro em ponta de faca, reveja suas escolhas, olhe para a realidade tal qual ela se mostra e pare de viver de ilusões seguidas de desastrosas desilusões!

Você merece bem mais do que isso, mas só vai viver, de fato, algo que realmente o faça crescer e se sentir feliz quando acreditar nesta possibilidade e acender, você mesmo, todos os sinais vermelhos para esta história morna, sem intensidade, sem profundidade e sem coração, na qual você vem insistindo em investir.

Em primeiro lugar, perdoe tudo isso, todo o seu passado e todo o seu presente. Compreenda que todos nós erramos para, então, finalmente, acertar! Agora, convicto do que quer, talvez você se dê conta de que a pessoa que está procurando, a que você realmente quer encontrar, não é esta com quem vem lutando e se machucando a tempos. A que você realmente merece encontrar é aquela que estará tão envolvida quanto você.

Sim, isso mesmo, você precisa de um novo amor, mas não de um amor que só existe no seu mundo ou nas suas expectativas vazias. A partir de hoje, portanto, vai investir na busca ou mesmo na espera (consciente e equilibrada) de um amor recíproco, intenso, inteiro, entregue, que esteja tão disposto quanto você a experimentar todos os sentimentos e a superar qualquer dificuldade.

Um relacionamento que lhe renda sonhos realizados, desejos vivenciados e uma história consistente entre duas pessoas que reconhecem que vale a pena insistir, sim, num amor, desde que os dois corações estejam seguindo o mesmo caminho, na mesma direção. E assim, quem sabe, você nunca mais se deixe consumir numa insistência masoquista, esvaziada de qualquer criatividade ou reciprocidade...

Isto é amar e ser livre. Amar e ser feliz!
Rosana Braga

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amantes!...

O Sol já vai nascer
Com todo seu esplendor
Você lentamente está acordando
Passei a noite velando o sono teu
Te olhando e acarinhando
Até a Lua com ciúmes
Atrás das nuvens se escondeu

Na madrugada fria
Para muitos sempre vazia
Nós nos procuramos e nos encontramos
No calor da nossa paixão
Em momentos únicos nos amamos
Momentos que só nós compartilhamos

Como uma gota de orvalho
Que na noite acaricia a flor
Teus beijos e caricias
São a recompensa do meu amor.

Mas tão certo como o amanhecer
É chegada a hora
Não é possível adiar
O dia já clareou
Devemos nos separar

Seguindo nossos próprios destinos
Mesmo não querendo
Temos de aceitar, pois sabemos
Que são tantos os motivos
Que nos impedem de livremente amar.

Até outra hora, outra noite
Em que iremos nos encontrar
Nos amaremos intensamente
Provocando ciúmes na Lua
Até o Sol raiar.

(Desconheço o autor)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Me fala de paixão!...

Voce me pede
Que fale de paixão
Essa loucura que nos consome
Esses dias que nos agoniam
Quando precisamos nos amar.
Um dia sem ti é irritante, caótico.
Precisamos nos tocar sempre,
nos sentir juntos,
unir nossa pele,
gozar o maior gozo de todos,
o do amor verdadeiro.
As brigas, as rusgas, as
desconfianças viram pó,
quando nos amamos.
E essa é a nossa busca,
o nosso fim, nos unir.
Caminhar de mãos dadas,
sentar diante da lareira
vendo o crepítar do fogo,
que clareia ainda mais seu rosto.
Precisamos nos unir,
para curar as feridas desse
doído coração.
Os passos estão cada vez
mais curtos, em destino
a você.
A te desnudar o corpo,
a entrelaçá-lo ao meu,
nos entregando a essa volúpia
que nos incendeia.
Esse desejo que nos consome,
nos deixa sofregos pelo
encontro.
Vem me amar,
quero me queimar eu
teu calor.
Preciso de ti, como
precisa de mim.
Você é o oxigenio
de meu coração.
Então?
O que esperar mais?
Venha me fazer feliz,
ser o meu mundo.

(Carlos Almo - 14.07.2011)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Você não amou o poeta!...

A madrugada chegou
A solidão a meu lado está,
A insônia me abraçou
A saudade veio me fustigar...

Lendo e escrevendo poemas de amor
Olhando as fotos que me enviou,
Meus lábios sentem o doce sabor
Dos beijos da boca que nunca beijou...

O silêncio grita em minha alma
Pensamentos atrelados à rosa pequena,
Afogo meu desespero em dose dupla de calma
Por mais que eu queira não vejo solução para o problema...

Por que demorou tanto a me aparecer?
Por que disse que sou o homem que tanto queria?
Por que momentos de alegria reverteram-se em eterno sofrer?
- Você não amou o poeta... Talvez gostou dos poemas que pra você escrevia!

Moacir Silva Papacosta
Publicado no Recanto das Letras em 16/07/2009
Código do texto: T1703564