quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dor de amor!...




Porque dor de amor dói assim?
E é nas madrugadas que ela vem,
Chega de mansinho,
E quando dá-se conta,
Está ali, presente.
Se tornando nossa algoz,
Tomando conta de nós.
E como um monstro,
Quer sufocar,
Apertando o coração
A mente, o corpo todo.
Acabando com a vontade de amar.
Vem junto com ela a saudade,
Sorrateira e com maldade,
Com requintes de crueldade,
Matreira.
Chega como simples lembrança,
E avança,
Como água de chuva na calçada,
Trazendo a lembrança da amada,
Que está longe,
E nem vem mais.
Que se foi numa noite qualquer,
Quando deveria ficar.
Que foi levando-me tudo,
Até a vontade de sorrir,
Que partiu, sem dar importância,
Nas juras de amor que eu fiz,
Que levou toda a minha alegria,
E nunca mais serei mais eu,
Pois durante a sua partida,
Algo dentro de mim morreu.

Mario Teixeira